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O baú da Grafipar

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A Grafipar foi uma das mais importantes editoras de quadrinhos nacionais. Através dela, muitos descobriram o que era HQB e conheceram artistas como Mozart Couto, Watson, Rodval Matias, Cláudio Seto e muitos outros. O objetivo deste blog é recolher todo e qualquer material relacionado à Grafipar. O que você tiver, uma capa de revista, uma entrevista, uma curiosidade, qualquer informação é bem-vinda.

Rodval Matias, o melhor desenhista erótico da Grafipar

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Rodval Matias foi um dos principais desenhistas da editora Grafipar. Sua habilidade para desenhar mulheres libidinosas fez dele um dos mais requisitados para histórias eróticas. Posteriormente ele produziu, para a Europa, uma adaptação do livro Os 120 dias de Sodoma, do Marquês de Sade. O roteiro era do do Ataíde Braz. Na Europa saiu apenas como Silva. Algumas revistas nacionais publicaram esse material no Brasil, um capítulo em uma revista, outro em outra revista. Mas é um material obrigatório para fãs de erotismo. Rodval não fica nada a dever aos mestres do erotismo, como Manara ou Crepax. Para baixar o álbum em arquivo digital, clique aqui. Para ler on-line clique aqui.

Próton

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Surgida em 1978, a revista Próton foi uma das mais célebres da editora Grafipar. Na época, todas as revistas da editora precisavam ter apelo erótico misturado com outro gênero. A Próton misturava erotismo com ficção científica. Nela floresceram talentos com Watson Portela, grande mestre das histórias em quadrinhos de FC. Próton foi para Watson o que a revista Fêmeas (especializada em fantasia) foi para Rodval Matias e Mozart Couto. Infelizmente a revista durou apenas oito números, de 1978 a 1979.

Neuros 11 - scan

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Clique aqui para baixar o número 11 da revista Neuros, uma das mais célebres da Grafipar.

Entrevista com Franco de Rosa

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- Quando você publicou sua primeira HQ? Em um fanzine em 1971 chamado FRAMA de Franco e Matheus. Eu e o Matheus Bio estudavamos na mesma classe na 8a. série em um colégio estadual no Jaçanã, bairro da periferia extrema da Zona Norte de São Paulo (é o Jaçanã da música do Adoniran Barbosa). A secretaria de ensino estadual fechou o jornal da escola devido a um cartum que eu fiz para a capa do jornal. Era o tempo brabo da repressão e haviam filhos de guerrilheiros na minha turma. Dois deles escreviam para o jornalzinho. Com o impedimento do jornal eu e Matheus resolvemos fazer o nosso próprio fanzine. Utilizavamos o mimeógrafo do grupo de escoteiros do qual Matheus era um dos graduados. Matheus hoje é dono de uma empresa de informática, trabalha com home pages e CD-rom. Faz comigo as revistas com CD-Rom. (Cinemidia, Super-Club, Hanimidia e Vida Fantástica) Depois consegui publicar tiras de quadrinhos no jornal paulistano Noticias Populares. Uma série chamada Capitão Caatinga que passei a…

Grafipar, a editora que saiu do eixo

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No final da década de 1970, Curitiba se tornou a sede da principal editora de quadrinhos nacionais. A produção era tão grande que se formou até mesmo uma vila de quadrinistas. No livro Grafipar, a editora que saiu do eixo, eu conto em detalhes essa história. O livro inclui também algumas HQs publicadas na época e análise das mesmas.
Pedidos: profivancarlo@gmail.com.

Fernando Bonini

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Por Franco de Rosa (11/10/05)
Morreu no dia 8 de outubro um dos principais desenhistas brasileiros do Zé Carioca, Fernando Bonini. Ele era alcoólatra, mas teve um enfarto fulminante enquanto dormia. O sepultamento ocorreu no Cemitério São João Batista, em Valinhos, cidade do interior de São Paulo, onde estava residindo nos últimos meses.No começo deste ano, Bonini lançou o que considerava sua obra mais importante, o álbum Luciano, escrito por Primaggio Mantovi e publicado pela Via Lettera.
O autor disse isso no último dia 17 de setembro, quando completou 50 anos e viu, pela primeira vez, a edição impressa. Emocionado ao identificar cenários e personagens secundários da história, naquelas páginas registrou graficamente muito de sua vida. Bonini passou o dia lendo e relendo a obra. Ele levou mais de quatro anos desenhando a história, pois realizava o trabalho nas horas vagas de um período de intensa produção para a Editora Abril, para a qual realizava trabalhos anônimos, como Zé Carioca e…